-* Detalhes da Mensagem

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Mensagem 14 - Luz no Lar

Ternura maternal


--*** I ***--

As paredes da casa em vão procuro,
Quero dizer adeus e não consigo...
Vejo apenas o vulto amargo e amigo
Da morte que me estende o manto escuro.

Choro a estirar-me, trêmulo e inseguro,
O leito ensaia a pedra do jazigo...
Padeço, clamo e indago a sós comigo,
Qual pássaro que tomba contra um muro.

A névoa espessa enreda o corpo langue,
É o terrível crepúsculo do sangue
Que me tinge de sombra os olhos baços;

Mas surge alguém, no caos que me entontece,
É minha mãe, que alonga as mãos em prece,
Doce estrela brilhando entre meus braços!...


--*** II ***--

Ave que torna, em chaga, ao brando ninho.
Ouço divina música na sala,
É a sua voz celeste que me embala,
Motes do lar que tornam de mansinho.

Ergo-me agora... O corpo é o pelourinho
De que me desvencilho por beijá-la...
— Mãe! Minha mãe!... — suspiro, erguendo a fala,
A soluçar de júbilo e carinho.

— Dorme, filho querido! Dorme e sonha!...
Nossa velha canção terna e risonha
Regressa com beleza indefinida...

Tomo-lhe os braços em que me acrisolo
E durmo novamente no seu colo
Para acordar no berço de outra vida.



Espírito CARLOS D. FERNANDES
Livro: Luz no Lar
Autor(es): Francisco Cândido Xavier / Espíritos Diversos
ID Mensagem: 2263
Criação: 23/09/2026
Atualização: 23/09/2026